Indaiatuba
Conheça um pouco sobre a história de Indaiatuba
Indaiatuba
A história como conhecemos conta que o povoado de Indaiatuba foi primeiramente um dos bairros rurais da Vila de Itu, ponto de passagem de tropas nos caminhos para o sul e para as Minas de Cuiabá e Goiás. O arraial aparece como Indayatiba já nos registros do censo de 1768, com uma pequena população que vivia, sobretudo, de suas roças de milho e feijão.

Nessa época o governo da Província de São Paulo implementou uma vigorosa política de incentivo à produção de açúcar para exportação e, Indaiatuba viu crescer o número de seus engenhos de tal modo que, por volta de 1850, já não havia aqui um só córrego com queda suficiente para mover uma roda d\\\'água que não tivesse já a sua ‘fábrica de fazer açúcar’. Em torno das fazendas de açúcar foram se fixando, desde o final do século 18, pessoas que viviam do comércio e da fabricação artesanal de produtos para os habitantes próximos. Mais tarde, na segunda metade do século 19, o café substituiu o açúcar como principal produto da agricultura de exportação.

A história política de Indaiatuba teve início com a construção da capela curada, através da doação de alguns imóveis feita à capela por Pedro Gonçalves Meira, em 1813, o que possibilitou ao pequeno bairro ser o centro civil local e a partir daí, começaram a ser realizados nessa igreja os batismos, casamentos e sepultamentos, tanto da população próxima como dos habitantes dos bairros rurais vizinhos.
Um fato curioso é de que a primeira padroeira dessa capela foi Nossa Senhora da Conceição. Após a morte de Pedro, seu irmão Joaquim passou a cuidar dessa capela e, devoto de Nossa Senhora da Candelária, transformou-a em sua padroeira. Essa capela, ampliada e reformada, é a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, localizada no Centro do município. É uma das poucas igrejas construídas em taipa de pilão no interior de São Paulo ainda existentes, e um belo exemplo da arquitetura religiosa colonial paulista.

Indaiatuba
Em nove de dezembro de 1830 Indaiatuba tornou-se, por decreto do Imperador, sede de uma das Freguesias da Vila de Itu, englobando também os bairros de Itaici, Piraí, Mato Dentro e Buru. Em 1835 havia na sede da Freguesia, Indaiatuba, 142 habitantes, em Mato Dentro eram 454, em Itaici 625 e, em Pirahy, 805 habitantes. Sua elevação à condição de Vila ocorreu em 24 de março de 1859. Com esse novo estatuto Indaiatuba ganhou autonomia política em relação a Itu, passando a ter sua própria Câmara de vereadores.

Em torno da Matriz foram sendo construídas as residências urbanas dos fazendeiros da Freguesia, hoje já demolidas, e ao redor as casas de comerciantes, artesãos e trabalhadores livres. Com o final do Império, as funções públicas da Igreja desapareceram, e a cidade passou a contar com dois centros: um religioso, no Largo da Matriz, e um civil, no Largo da Cadeia, atualmente chamado de praça Prudente de Moraes. Nele se instalaram a Câmara, a Prefeitura e a Cadeia, em um prédio no centro da praça, demolido em 1962.

Em 1873 foram inauguradas as estações de trem de Itaici e Pimenta, pontos da ferrovia que ligavam Jundiaí a Itu. A primeira estação de trem na cidade foi construída em 1880, com verba da comunidade. O prédio principal dessa estação, hoje Museu Ferroviário, foi inaugurado em 1911.
No Largo da Matriz funcionou também o primeiro grupo escolar da cidade, no início do século 20, o Randolfo Moreira Fernandes que, em 1937, ganhou um prédio especialmente construído para ele na praça Dom Pedro II, atual sede da Secretaria Municipal de Cultura.

Fontes: Fonte: Adriana Carvalho Koyama/Arquivo Público Municipal/site Prefeitura de Indaiatuba.
Curiosidades
Existem duas outras versões a respeito da fundação de Indaiatuba.
Uma que ainda é bastante difundida é que tudo começou com um povoado, chamado Votura e localizado nas imediações da foz do córrego Barnabé. Outra história bastante divulgada diz respeito a uma capela em devoção a Nossa Senhora da Candelária, que teria sido criada e cuidada por José da Costa. As duas versões datam do século 18.

Fontes: Adriana Carvalho Koyama/Arquivo Público Municipal/site Prefeitura de Indaiatuba.
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